Nada é mais efêmero do que pensamos eterno, mais vulgar do que imaginamos sofisticado, mais etéreo do que tomamos massa, mais amor do que fazemos sílaba.
Não desejo apenas ser feliz, desejo me encontrar em cada lapso de desencontro.
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A saudade nos imprensa contra o infinito. E vivemos o martírio de não encontrar paredes.
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A felicidade, para muitos, é mais obra da sombra que da luz. É mais fungo que girassol.
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Tenho tédio de dias que se repetem e precedem dias iguais que os antecedem.
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Nenhuma forma de fundamentalismo é fundamental.
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A solidão é o caminho mais seguro para a compreensão plena da companhia.
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A Grande Vitória, a vitória das vitórias existenciais, não é renascer da catástrofe, é submeter a catástrofe à órbita de sua dimensão fria. A Grande Vitória é pescar sentimento em mar de aridez. Mais Bagdá Café que Godzilla.
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A vida é muito longa pelo que se deteriora e muito curta pelo que nos dá prazer.
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Eu só acredito no que pode me ferir, ainda que prazeroso.
Do que me aponta prazer descuidado do risco, eu me ressabio.
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O futebol brasileiro é uma caixinha de esperados.
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A casa da esperança é o cortiço das frustrações.
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Ser velho é morar na toca da juventude. É se entender para além do óbvio dos remédios; é fazer dos remédios uma piscina Cocoon, um delírio para nos distanciar da morte, um útero esclerosado.
Mas sempre útero
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Filhos nos redimem ou nos aprofundam em nossos erros e acertos. É estatística, mas entendê-los como acaso pode abreviar a chance de acerto.
Não lhes somos donos, sequer senhorios. Somos apenas o resultado deles, mais do que eles de nós. São eles o resultado doloroso de nossas penas e virtudes, e quase sempre dividimos com eles umas e outras. Libertá-los de nós talvez seja o melhor sacrifício que lhes podemos oferecer.
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Inicialmente os xenófobos se isolarão em seus países; em seguida, em suas cidades; depois, em suas ruas; mais um tempo, em suas casas; por fim, no âmago de suas torturas mais íntimas.
E o planeta serão oito bilhões de Galápagos.
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Voto é impulso esquizofrênico. Ninguém são dorme sem um átimo de arrependimento por estar defendendo o que lhe parece certo, sendo esse certo um incerto, essa certeza um vão.
Naquele cubículo, diante daquela traquitana, somos céu e inferno, capeta e Deus, donos de nós mesmos, ou de o que quer que seja ser nós mesmos.
Ao votar, um gesto pessoal, muitas vezes nos defendemos pelas consequências deste gesto pessoal nas vidas de todos. Aí nosso voto se transforma num ato cidadão pleno.
Dia 25, estaremos diante de uma opção radical: ou escolhemos a democracia com seus pesos e contrapesos e usar nossas riquezas estratégicas – terras raras, patrimônio ambiental, minerais críticos, petróleo – para avançar civilizacionalmente em direção a uma sociedade próspera e justa, ou apostamos na submissão e barbárie.
Bom voto.

Fiquem à vontade, afinal, ninguém tem razão