Sobre as recorrentes manifestações racistas dos argentinos na Copa do Mundo, repugnantes, nada a estranhar.
Há bons livros sobre a “limpeza étnica” que os hermanos promoveram a partir do final do século 18. Pretos trazidos como escravos eram quase metade da população argentina. O uso de negros nas guerras e no combate à febre amarela foi o primeiro passo para a europeização forçada, muito estimulada nos século 19 e 20.
Uma das importantes ancestralidades culturais da Argentina, o candombe, manifestação típica dos afrodescendentes, para muitos pesquisadores, foi a raiz do tango. Era forte em Buenos Aires e províncias do Plata.
Estava em Buenos Aires nas comemorações do bicentenário da independência argentina. Vários grupos desfilaram na 9 de Julho representando as principais manifestações contribuintes da cultura argentina. Por falta de negros, o grupo que representava o candombe precisou recorrer ao black face.
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Mais uma Copa em que voltamos precocemente.
Faz 52 anos que a derrota contra a Holanda, nossa primeira Copa sem Pelé, instilou uma das maiores pragas do futebol brasileiro: a obsessão pela europeização. Tínhamos em 1974 uma seleção com jogadores discutíveis, como Mirandinha, César e Valdomiro. Mas éramos fortes. Uma zaga entre as melhores de nossa história, Luís Pereira e Marinho Peres; Marinho Chagas jogando muito; Jairzinho, Paulo César e Rivelino. Ficamos na semifinal, mas, mal ou bem, chegamos entre os quatro, apesar da teimosia do Zagalo em subestimar uma Holanda forte taticamente e com uma geração de jogadores excepcionais.
Ainda assim, no jogo contra a impressionante Holanda, no 1º tempo, tivemos chances de resolver.
De lá para cá ganhamos duas Copas. A de 1994, com o ferrolho do Parreira, mas dois atacantes iluminados. E em 2002, com a melhor geração pós-Pelé, com quatro gênios que conquistaram a Bola de Ouro.
Parreira e Scolari souberam usar o material de que dispunham. Parreira, com um grupo limitado, fez os quatro do meio correrem pelo Bebeto e Romário. Scolari usou Kleberson, Gilberto Silva e Edmilson para deixar à vontade o quarteto espetacular e os dois laterais de exceção.
Já não produzimos uma geração de craques faz tempo. Há razões para isso, entre elas, obviamente, a saída precoce de nossos principais jogadores da base antes de se desenvolverem por aqui, de terem tempo de aprimorar nossas melhores qualidades, as qualidades que forjaram nossa tradição como “o país do futebol”.
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A tradição, num mundo obcecado pela mudança, se faz revolucionária. O saudosismo, ilusoriamente reacionário, assume, por falsa contradição, o papel de contestar um status quo idiotizante.
A solução do futebol brasileiro está mais próxima da tradição do que do mimetismo vira-lata. Ganhamos cinco Copas respeitando a tradição.
Na música, outra nossa riqueza cultural, os novos grandes artistas honram a tradição de nossos gigantes. Mesmo os que parecem transgressores, respeitam a tradição. Os que são só moderninhos são chatos, como eram chatos os moderninhos antigos.
No futebol é a mesma coisa. Só se avança pela tradição.
Depois de mais uma decepção, caindo mais uma vez para a segunda prateleira europeia, vem aquela conversinha surrada que se repete desde 2006: “Agora vem o início de um novo ciclo, renovar é importante, o planejamento começa já” e outras platitudes.
Com a camarilha que sequestrou o futebol brasileiro, como diz o mantra da Cazé TV: “esquece”.
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Já há brasileiro(a)s que chegarão em 2030 aos 28 anos sem ter visto o Brasil ganhar uma Copa. Mais que não “ter visto”, porque ninguém antes dos oito anos entende o real significado de uma Copa, quem nasceu de 1994 para cá vai chegar aos no mínimo 36 anos sem viver esse prazer. O maior vácuo de nossa história.
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Ninguém, por razão alguma, deve ficar a vida inteira com alguém que não lhe traga prazer de dividir os dias.
Dos amigos próximos de uma vida, poucos se mantiveram no primeiro casamento.
Não foi fácil, obviamente, mas superar as crises, para eles, parece ter valido muito a pena.
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A direita e a extrema-direita brasileiras estão caindo na realidade de que o maior erro de suas histórias foi eleger o Bolsonaro.
Trouxeram o fundo do poço para a borda.
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Quanto mais se revela o nível repugnante de parte da elite política brasileira, mais me convenço de que são as meninas astronautas das festas do Vorcaro que terão de explicar às suas famílias como é que se envolveram com gente tão abjeta.
Não o contrário.
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Mulher com dívidas por apostas mata um casal em BH. Passou por diarista, era o primeiro dia de trabalho na casa do casal. Dopou os dois e depois completou o serviço com dezenas de facadas. Levou o que podia.
Alegou surto psicótico por dívidas por apostas, uma praga destes tempos, nosso fentanil normalizado.
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Perigoso ser sincero com as pessoas. Mais ainda se conosco.

Fiquem à vontade, afinal, ninguém tem razão